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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Desafio da Língua Portuguesa


            O componente curricular Língua Portuguesa vê-se diante do seguinte desafio: ensinar o estudante a entender o que lê, de modo a promover o letramento, respeitando o ritmo de aprendizagem e os conhecimentos socioculturais (diversidade).
Proposta curricular de Língua Portuguesa
A proposta curricular da língua portuguesa está organizada em cinco grupos:
1)      Linguagem, oralidade e expressão;
2)      Conhecimentos linguísticos;
3)      Leitura e produção de textos;
4)      Conhecimentos literários;
5)      Conhecimentos gramaticais.

Bases Legais do Ensino Médio


A matriz curricular do ensino médio concentra os objetos de ensino em três grandes áreas do conhecimento, compondo um currículo de natureza flexível que seja capaz de favorecer o efetivo desempenho da aprendizagem escolar:
·         Linguagens, Códigos e suas Tecnologias:
- Língua Portuguesa;
- Língua Estrangeira Moderna;
- Arte e
- Educação Física.
·         Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias:
- Física;
- Química;
- Biologia e
- Matemática.
·         Ciências Humanas e suas Tecnologias:
- Geografia;
- História;
- Filosofia e
- Sociologia.
            Confere-se a educação básica a finalidade de assegurar ao individuo a formação necessária ao pleno exercício da cidadania. É importante que a abordagem metodológica no ensino médio correlacionada aos eixos norteadores do Currículo – Letramento e Diversidade – articule os componentes curriculares aos temas sociais, com o objetivo de desenvolver nos estudantes a capacidade crítico-reflexiva para enfrentar situações-problema ambientadas no cotidiano da interação HOMEM-NATUREZA-CULTURA.
            O currículo do Ensino Medio apresenta os Componentes Curriculares estruturados em Habilidades e Conteúdos que devem ser trabalhados em conformidade com os eixos do Letramento e da Diversidade.

Teoria de Vygotsky: progressão das aprendizagens

O desenvolvimento e a aprendizagem constituem um processo intrínseco e complementar, pois representa um elemento importante na questão educacional. A aprendizagem, a partir da perspectiva vygotskyana, insere-se como um elemento que compõe o desenvolvimento. O ponto de partida para Vygotsky é de que a aprendizagem ocorre muito antes de se frequentar a escola, definindo para tanto dois níveis de aprendizagem: a zona do desenvolvimento real e a zona de desenvolvimento proximal.
A zona de desenvolvimento real revela quais as funções que amadureceram, ou seja, os produtos finais do desenvolvimento, já a zona de desenvolvimento proximal define quais as funções que ainda não amadureceram, mas que já se encontram em processo de maturação, funções em estado embrionário, que amadurecerão.


O porquê da divisão do currículo em habilidades e competências
A divisão do currículo em habilidades e competências está relacionada a teoria vygotskyana do Desenvolvimento x Aprendizagens, na qual Vygotsky divide a zona do desenvolvimento humano em ZDR e ZDP.









Na ZDR encontram-se as funções e habilidades já prontas, e na ZDP as funções e habilidades em desenvolvimento. Vygotsky afirma que a escola deve trabalhar a ZDP, pois ao se trabalhar esta zona propicia-se ao aluno um desenvolvimento mais rápido e completo.
A divisão do currículo em habilidades e competências favorece, portanto o desenvolvimento das competências e a progressão das aprendizagens.
Para Perrenoud competência é “a capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimento, mas sem limitar-se a eles”.
Os conteúdos referenciais definidos para um currículo e o tratamento que a eles deve ser dado assumem papel relevante, uma vez que é basicamente na aprendizagem e no do mínio desses conteúdos que se dá a construção e a aquisição de competências.

A perspectiva sócio-histórica do conhecimento



Mediante as constantes transformações que tem ocorrido no mundo, a educação escolar tem se tornado um instrumento mediador das relações estabelecidas entre ser humano e a sociedade.
A perspectiva sócio-histórica do conhecimento a partir do processo de desenvolvimento cognitivo recoloca, no centro da educação, os sujeitos da aprendizagem. Libâneo (1994, p.81) aponta que “qualquer atividade humana praticada no ambiente em que vivemos pode levar a uma aprendizagem”.
A aprendizagem é caracterizada por Libâneo como casual e organizada. A aprendizagem casual é quase sempre espontânea e surge naturalmente da interação entre as pessoas e com o ambiente em que vivem, pela convivência social. Já a aprendizagem organizada é aquela que tem por finalidade especifica aprender conhecimentos, habilidades, normas de convivência social, pode ocorrer em vários lugares, mas é na escola que se concretiza.
Marques afirma que o homem se define como ser que aprende, e que sua existência é por esse construída. Fontana afirma que o que distingue o homem de outras espécies é originário de sua vida em sociedade.
Orientada sobre o principio da interação homem-mundo-natureza, a aprendizagem, na perspectiva sócio-histórica, traz consigo um conteúdo pedagógico fértil de possibilidades educativas. Nessa perspectiva, ao mesmo tempo em que a educação se origina nas relações sociais, da mesma forma, o homem, nas suas relações com  o mundo, manifesta um modo especifico de aprendizagem capaz de enfrentar as adversidades que a vida apresenta.
Demerval Saviani afirma que “o processo educativo é a passagem da desigualdade para a igualdade”, ao se abordar a relação entre educação e estrutura social no âmbito da aprendizagem.
As diretrizes aqui propostas trazem, em sua concepção de aprendizagem, a construção do conhecimento a partir do enfoque sócio-histórico, sinalizando a necessidade de reconstrução e reelaboração da aprendizagem escolar, num processo emancipatório.
Para Libâneo a aprendizagem escolar é afetada por fatores afetivos e sociais, dessa forma, o processo de aprendizagem desenvolvido na instituição educacional deve ser levado em consideração no desenvolvimento da proposta pedagógica pelo professor em seus processos didáticos em sala de aula.

Como aplicar o contexto histórico-cultural aos processos escolares de ensino?
Fontana ao traduzir o pensamento de Vygotsky explicita que as origens e as explicações do funcionamento psicológico do ser humano devem ser buscadas nas interações sociais, pretende-se que o estudante tenha uma capacidade global de perceber-se e perceber o mundo, transformando-o e sendo transformado por ele.

Concepção de Paulo Freire sobre o Educar



Para Freire educar é construir, é libertar o homem do determinismo, passando a reconhecer o seu papel na História, devendo-se respeitar a identidade do estudante, suas experiências consideradas, obtendo-se assim êxito no trabalho educativo.